ADÃO XAVIER: Ex-Candidato a distrital, condenado por homicídio, será preso brevemente
Conhecido como Adão Xavier, o ex-deputado Carlos Xavier exerceu três mandatos na Câmara Distrital e pretendia retornar nas eleições deste ano
O ex-deputado distrital 'Carlos Xavier', que adotou o nome de "Adão Xavier", quando exerceu o mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal nos anos 90, e que atualmente disputou o mesmo cargo, foi condenado pelo assassinato de um jovem.
A sentença determinava que a prisão dele só poderia ocorrer após o término do primeiro turno das eleições, o que aconteceu ontem, dia 4.
A decisão judicial levou em consideração o calendário eleitoral e as regras específicas para políticos em campanha, que restringem prisões durante o período eleitoral para garantir a disputa justa.
O caso envolve o crime cometido há alguns anos que resultou na morte de um jovem.
O processo foi acompanhado com atenção pela sociedade e pela mídia local.
Autoridades afirmam que a condenação é um passo importante para a Justiça, mas o cumprimento da pena foi postergado devido às normas vigentes em período eleitoral.
Representantes da Justiça Eleitoral explicaram que essa medida visava proteger o direito dos candidatos e a democracia, evitando que decisões judiciais interferissem diretamente no pleito.
A população acompanha o desenrolar do caso com grande expectativa, aguardando os próximos passos tanto no âmbito jurídico quanto político.
Quem é o ex-deputado distrital condenado por mandar matar adolescente
Conhecido como Adão Xavier, o ex-deputado Carlos Xavier exerceu três mandatos na CLDF e pretende retornar nas eleições deste ano
Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, que foi condenado pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas, no dia 24/9, por mandar matar o adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, em março de 2004, é ex-deputado distrital e, nestas eleições, tentou voltar à Câmara Legislativa (CLDF).
O ex-parlamentar foi condenado a 14 anos e três meses, em regime fechado.
Ele exerceu três mandatos como deputado distrital. Foi eleito em 1994, 1998 e 2002, pelo PPB e pelo PSD.
Durante a atuação na Câmara Legislativa, foi autor da Lei nº 893, de 1995, que instituiu o ‘Dia do Evangélico’ no calendário oficial do Distrito Federal, data que é celebrada em 30 de novembro.
Nas eleições de 2026, Carlos Xavier disputou novamente uma vaga de deputado distrital, desta vez pelo partido Democracia Cristã.
O fato de ser candidato, inclusive, fez com que o juiz Valter André de Lima Bueno Araújo decidisse adiar a prisão de Xavier.
O magistrado determinou que o mandado de prisão fosse expedido somente no dia seguinte ao pleito.
Relembre o caso
- Xavier foi condenado em duas instâncias por mandar matar um adolescente de 16 anos, em 2004;
- Segundo a acusação, o ex-deputado acreditava que o jovem mantinha um relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime;
- O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela execução do adolescente;
- O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas;
- Na época do crime, Adão Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava que sua mulher mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton;
- Ainda conforme o processo, mesmo após ameaças levarem ao fim do relacionamento entre a mulher e o jovem, o ex-deputado teria decidido mandar matar o adolescente.
Julgamento
Xavier foi julgado pelo Tribunal do Júri no dida 23/9. O julgamento contou com oito testemunhas, entre elas, os pais de Ewerton, a ex-mulher do condenado, delegados da época e o ex-diretor da Polícia Civil distrital, Laerte Bessa. O ex-deputado foi o último a ser ouvido no Fórum do Recanto das Emas.
Segundo a acusação, o ex-deputado acreditava que o jovem mantinha um relacionamento com a esposa dele e decidiu encomendar o crime.
O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela execução do adolescente.
O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas. Na época do crime, Xavier era casado havia 14 anos e, segundo os autos, suspeitava de que a mulher mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton.
Nas redes sociais, Carlos Xavier fez uma publicação afirmando que a condenação se trata de “perseguição política” e que entrará com recurso para afirmar sua inocência. “Um processo marcado por reviravoltas, uma condenação anterior anulada e, agora, um novo capítulo que ainda terá desdobramentos jurídicos. O julgamento terminou. A história, porém, ainda não”, afirmou o ex-deputado.
Condenação anterior
Ele chegou a ser condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Ewerton. Em 2024, porém, o julgamento que resultou na condenação de Adão Xavier foi anulado pela Justiça.
A anulação ocorreu após a defesa apresentar novos elementos ao processo, entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior.
Os dois participaram da investigação do caso quando estavam lotados na antiga Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), atual Delegacia de Homicídios.
A condenação anterior levou à cassação do mandato de Carlos Xavier, sendo o primeiro parlamentar na história da Câmara Distrital a perder o mandato em decorrência de uma condenação criminal.(*Fonte:Metropole)

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