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CRIME NA SAÚDE, ESQUEMA DE CORRUPÇÃO: Justiça condena dois ex-dirigentes do 'Iges-DF'

Servidores teriam recebido propina em troca de benefícios à empresa de alimentação que atendia hospitais públicos

CRIME NA SAÚDE, ESQUEMA DE CORRUPÇÃO: Justiça condena dois ex-dirigentes do 'Iges-DF'

A 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) condenou dois ex-integrantes da alta cúpula do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) por corrupção passiva, e o empresário Waldenes Barbosa, dono da empresa Salutar Alimentação Serviços Ltda, por corrupção ativa.

Segundo a investigação, a dupla recebeu favorecimentos da empresa encarregada de fornecer refeições a hospitais.
Justiça condena ex-gestores do Iges-DF por propina em contrato de  alimentação hospitalar; SindSaúde recebe novas denúncias sobre refeições |  SindSaúde-DF Notícias

Os três são apontados como membros de um esquema de propina paga pela empresa em troca de benefícios relacionados ao contrato de fornecimento de refeições.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o contrato vigorou em 2021, durante o governo de Ibaneis Rocha (MDB).

O ex-vice-presidente do 'IgesDF', Caio Falcão, foi condenado a dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, por receber R$ 1 milhão em propinas pagas pelo empresário Waldenes Barbosa.

A ex-chefe de gabinete do presidente do Instituto, Alessandra Lobato, recebeu a mesma pena por receber R$ 309 mil por articular demandas de interesse do órgão com a empresa.

Já Barbosa foi condenado a quatro anos de prisão, além de multa por corrupção ativa.

O juiz substituiu as penas de prisão dos três condenados por medidas restritivas de direitos, ou seja, eles poderão recorrer da decisão em liberdade.
Ex-vice-presidente e ex-servidores do Iges-DF são denunciados por corrupção passiva - HJur Hora Juridica
Um quarto réu, Antônio Carlos Garcia Martins Chaves, foi absolvido por falta de provas. Ele era acusado de receber R$ 73 mil em propina.

Na decisão, a corte avaliou que os dirigentes do Iges se equiparam a funcionários públicos, uma vez que o órgão executa atividades atribuídas ao Estado por administrar recursos públicos da saúde.

A sentença citou ainda mensagens, comprovantes de transferência e indicações de contas que comprovam pagamentos a demandas da empresa.

A decisão é fruto dos desdobramentos da 'Operação Escudero', deflagrada entre 2024 e 2025, com o intuito de apurar fraudes na execução de serviços de nutrição em hospitais públicos do GDF.
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Sob suspeita

A condenação dos envolvidos ocorre em meio à investigação do Tribunal de Contas do DF (TCDF) que apura uma transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde do GDF para uma conta CDB vinculada ao Banco de Brasília (BRB).

Segundo documentos da investigação, o dinheiro gerou R$ 57.898,80 em rendimentos, resgatados no dia seguinte.

Parlamentares afirmam que a movimentação teve objetivo de socorrer a liquidez do banco, que passa por uma crise devido aos desdobramentos da 'Operação Compliance Zero', responsável por investigar transações fraudulentas entre a instituição e o Banco Master, do ex-empresário Daniel Vorcaro.

 

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