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FALSOS RITUAIS DE 'BENÇÃOS': Grupo é preso suspeito de furtar cartões de idosos em 'Taguá'

Segundo investigações, criminosos prometiam melhorar 'saúde financeira' das vítimas por meio de orações. Prejuízos já identificados ultrapassam R$ 50 mil.

FALSOS RITUAIS DE 'BENÇÃOS': Grupo é preso suspeito de furtar cartões de idosos em 'Taguá'

Um grupo suspeito de furtar cartões bancários de idosos com falsos rituais de “bênção” foi preso na cidade-satélite de Taguatinga.

Segundo a Polícia Civil de Brasília, os criminosos abordavam as vítimas, prometiam melhorar a “saúde financeira” delas e trocavam os cartões verdadeiros por outros sem valor durante supostas 'orações'.

Os prejuízos identificados pelos investigadores ultrapassam R$ 50 mil.

Ainda conforme a polícia, os suspeitos são da Bahia e percorriam diferentes estados para aplicar os golpes.

A mobilidade era utilizada como estratégia para dificultar sua identificação e a conexão entre os diferentes crimes.

Como atuavam

Segundo as investigações, um dos integrantes do grupo abordava as vítimas – normalmente perto de agências bancárias –, oferecendo supostos produtos, medicamentos ou “elixires” relacionados à saúde.

Durante a conversa informal, buscava estabelecer vínculo de confiança e obter informações da vítima.

  • Após a primeira aproximação, o criminoso mencionava a existência de um suposto “curandeiro”, capaz de realizar orações e trabalhos espirituais para “melhorar a saúde financeira das pessoas”.
  • Algumas vítimas eram levadas até outro integrante do grupo, que simulava rezas e rituais para “abençoar” seus cartões bancários. Durante o falso ritual, o cartão verdadeiro da vítima era subtraído e substituído por outro cartão sem valor.
  • O cartão falso era entregue dentro de um envelope que, de acordo com as instruções dos falsos curandeiros, deveria permanecer fechado por aproximadamente sete dias para que a suposta “oração” produzisse seus efeitos.

De acordo com a Polícia Civil de Brasília, o prazo de sete dias funcionava como uma janela de segurança para os criminosos.

Enquanto a vítima acreditava estar aguardando o resultado do ritual, o grupo utilizava o cartão verdadeiro para realizar saques e compras, antes mesmo que ela percebesse que havia sido enganada.

Grupo itinerante

Segundo a polícia, os investigados estiveram no Distrito Federal entre junho e julho deste ano, período em que são relacionados, até o momento, quatro ocorrências.

Depois, seguiram para Minas Gerais, onde outro fato semelhante foi registrado, retornando depois à Bahia, passando ainda por São Paulo e, posteriormente, voltando a Brasília.

Para percorrer diferentes unidades da Federação e dificultar o rastreamento de seus deslocamentos, o grupo utilizava veículo alugado, segundo as investigações.

Os suspeitos devem responder pelos crimes de associação criminosa e por múltiplos furtos mediante fraude, “sem prejuízo de outras responsabilizações que possam surgir no decorrer das investigações”, conforme a Polícia Civil de Brasília.

A 6ª Delegacia de Polícia pede que pessoas que reconheçam os investigados ou tenham sido abordadas em circunstâncias semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência.

 

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