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"OPERAÇÃO FORNITORI": Polícia Civil mira fornecedores de facção e bloqueia patrimônio em 3 Estados

Publicada em: 18/06/2026 14:09 -

Ação da Polícia Civil de Brasília cumpre prisões e buscas contra grupo suspeito de abastecer o tráfico interestadual e lavar dinheiro por meio de empresas de fachada.

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a 'Operação Fornitori' para desarticular um grupo investigado por abastecer organizações criminosas com drogas enviadas de outros Estados para a capital federal.

A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e mobilizou cerca de 120 policiais para cumprir mandados de prisão temporária, busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial.

Segundo as investigações, iniciadas em 2023, o alvo da operação é um núcleo responsável pelo fornecimento atacadista de entorpecentes a uma facção criminosa originária do Distrito Federal.

 

A apuração aponta uma estrutura hierarquizada, com atuação interestadual, divisão de funções e uso de identidades falsas para dificultar a identificação dos responsáveis.

Uma das lideranças do esquema já havia sido presa em dezembro de 2025, no município de Redenção (PA), após permanecer foragida desde 2008 por condenação relacionada a um triplo homicídio.Operação Fornitori

As investigações também identificaram um sistema voltado à lavagem de dinheiro, com utilização de empresas de fachada, aquisição de imóveis e veículos em nome de terceiros e movimentação de recursos por meio de contas ligadas a familiares e pessoas próximas. De acordo com a Polícia Civil, a organização mantinha patrimônio incompatível com a renda oficialmente declarada, incluindo automóveis de luxo e embarcações.

Nesta fase da operação, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Também foram determinadas medidas de sequestro de imóveis, veículos e bloqueio de contas bancárias de investigados e empresas ligadas ao esquema.

Os suspeitos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais, crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

 

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