O leite materno segue reconhecido como o alimento mais completo e adequado para os bebês.

Nesse contexto, a Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) e os Postos de Coleta de Leite Humano (PCLH) exercem papel estratégico na redução da mortalidade infantil e na promoção da saúde, contribuindo para melhores indicadores de qualidade de vida.
A rBLH do Distrito Federal é apontada pelo Ministério da Saúde como referência nacional.

O Distrito Federal é a única unidade da Federação considerada autossuficiente em leite humano, condição que garante o atendimento integral à demanda de recém-nascidos internados em unidades neonatais, sem necessidade de captação externa.
Quem deseja doar ou precisa de orientações sobre amamentação pode procurar o Banco de Leite Humano (BLH) ou o PCLH mais próximo.
O cadastro também pode ser realizado pelo Disque Saúde 160 (opção 4), pelo site Amamenta Brasília ou pelo Portal Cidadão do DF. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CB-DF presta suporte à coleta domiciliar e ao transporte do leite doado.
Doação em queda
Em janeiro, os estoques da rBLH registraram redução. Tradicionalmente marcado pelo período de férias, o mês costuma impactar a regularidade das doações. Foram coletados aproximadamente 1,5 mil litros de leite materno, volume cerca de 20% inferior ao previsto.

Integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno, Graça Cruz destaca o impacto do gesto solidário. Segundo ela, mulheres saudáveis, com produção excedente e disposição voluntária podem se tornar doadoras. “Ao decidir doar, a mulher passa a integrar uma rede que produz vida”, afirma.
A profissional ressalta que o ato vai além da doação de alimento. “Essa mãe não oferece apenas leite, mas amplia as possibilidades de sobrevivência de prematuros e bebês de baixo peso, permitindo que mais crianças tenham acesso aos benefícios do leite materno”, enfatiza.
