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"HOSPITAL ESTAVA MUITO MOVIMENTADO": Alegação do técnico em enfermagem preso e confessou mortes

Publicada em: 26/01/2026 10:35 -

O técnico de enfermagem preso por suspeita de matar três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, disse inicialmente à Polícia Civil que cometeu o crime porque o “hospital estava muito movimentado”.

A polícia do Distrito Federal investiga crimes cometidos dentro de um  hospital por quem deveria zelar pela vida dos pacientes. Um técnico de  enfermagem foi preso acusado de matar três pessoas ao

Depois, Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo mudou a versão e falou que estaria “aliviando a dor dos pacientes”. O delegado Wislley Salomão disse ao Fantástico (TV Globo) que o técnico mudou a primeira versão porque a justificativa “não era plausível”. Segundo o delegado, o homem não demonstrou emoção durante o depoimento.

Câmeras mostram o técnico de enfermagem Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo no hospital

Polícia Civil disse que segue investigando os casos para saber a real motivação de Marcos e das outras duas técnicas para cometerem os crimes.

As técnicas de enfermagem suspeitas, que também estão presas, são: Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa.

Injeção letal na UTI: técnicos de enfermagem são presos por mortes no DF |  CNN Brasil

Segundos após Marcos injetar algo na veia dos pacientes, eles apresentavam paradas cardíacas, disse o delegado.

Além de medicamentos, o técnico é suspeito de injetar desinfetante na veia de dois pacientes: Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e João Clemente Pereira, de 63 anos.

Inicialmente, a polícia notou o uso da substância apenas na mulher, mas, ao rever as imagens do leito de João, perceberam que o idoso também foi alvo.

Miranilde sobreviveu a três paradas cardiorrespiratórias, que sempre ocorriam após Marcos injetar algo na paciente. Kássia Leão, filha da vítima, afirmou à emissora que o técnico aplicava substância na mãe dela a cada reanimação, até mesmo na frente dos médicos, e “ninguém percebia nada”.

“Eu pensando que ele estava salvando a minha mãe. Ele estava matando cada vez mais a minha mãe”, disse Leão. A paciente morreu após sofrer a quarta parada cardíaca.

Mortes no Hospital Anchieta: médicos que tiveram senhas usadas por técnicos  de enfermagem prestam depoimento à polícia | G1

A investigação aponta que os três presos participavam dos procedimentos de ressuscitação dos pacientes. De acordo com o delegado, as mulheres presenciaram Marcos aplicando medicação e produto na veia dos pacientes e “não fizeram nada para impedir aquele resultado”.

À emissora, a defesa de Marcos não negou a acusação, porém, informou que iria se manifestar no inquérito, que está sob sigilo. A defesa de Marcela declarou lamentar as mortes das vítimas e que a verdade será restabelecida no processo.

Por fim, o advogado de Amanda de Sousa informou que a cliente e Marcos tiveram uma relação amorosa e ela se sente manipulada por ele. Porém, o advogado Liomar Santos Torres destacou que ela não cooperou em nenhum momento com Marcos, ressaltando que a técnica nega a participação nas mortes e as acusações e isso será provado ao fim do processo.

Relembre o caso

As três mortes investigadas aconteceram em novembro e dezembro de 2025. A suspeita é de que os técnicos teriam aplicado diretamente na veia das vítimas uma substância capaz de causar parada cardíaca em poucos minutos e de difícil detecção em exames iniciais.

O técnico se aproveitou de um sistema de prescrição que estava aberto por um médico para se passar por ele e prescrever o medicamento. Depois de aplicar a substância, o técnico esperava a reação dos pacientes e só tentava reanimá-los quando havia outras pessoas por perto, disse Salomão.

A primeira fase da investigação aconteceu em 11 de janeiro. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO). Documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos e estão em análise.

Em nota, o Hospital Anchieta diz que identificou situações atípicas relacionadas a três óbitos na UTI e abriu uma investigação interna. Segundo a instituição, em menos de 20 dias foram reunidas evidências contra ex-técnicos de enfermagem, que foram encaminhadas às autoridades.

O hospital afirmou que pediu a abertura de inquérito policial e medidas cautelares, como a prisão dos suspeitos, que já foram desligados. Também disse que entrou em contato com as famílias das vítimas e que o caso está em segredo de justiça. “O Hospital Anchieta, também vítima da ação desses ex-funcionários, solidariza-se com os familiares e segue colaborando de forma irrestrita com as autoridades.” (*JBr)

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