Pessoas de até 59 anos que não têm registro vacinal ou apresentem dúvidas sobre recebimento de imunizantes devem procurar uma sala de vacina.
A Secretaria de Saúde recebeu um lote de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela.

O estoque garante o atendimento a toda população que procurar esse imunizante nas mais de cem salas de vacina. Há estimativa de aproximadamente 40 mil pessoas nessa situação.
“A vacinação da febre amarela é extremamente importante, lembrando que é uma doença que pode causar óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde, Tereza Luiza Pereira.
A Grande Brasília registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022.
Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. Desde setembro do ano passado, a Secretaria de Saúde está em alerta para possíveis casos, por causa da morte de macacos e micos pela doença em Goiás. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas a morte deles é um indicativo da circulação do vírus.
Quem deve se vacinar
Para crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, orienta-se a administração de uma dose inicial aos 9 meses, seguida de dose de reforço aos 4 anos.
Aquelas a partir dos 5 anos, que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade, devem completar o esquema com uma dose de reforço.
Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina.
Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício.
No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residem ou desloquem-se para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela.
Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde.
Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes de receberem a vacina.
Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB).
Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios.
O documento é gratuito e não tem prazo de validade.

Como deve fazer quem não sabe se recebeu a vacina?
A Secretaria de Saúde recomenda levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação, porém, quem não tiver registros da vacina contra a febre amarela pode comparecer se tiver dúvidas se foi imunizado.
“A ausência da caderneta ou do cartão de vacinação não impede o atendimento nem a vacinação”, explica a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária da Secretaria de Saúde. “Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Quando não for possível localizar o histórico, a equipe conversa com o usuário e avalia se a vacinação poderá ser realizada no momento”.
