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PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO: Professores mantêm paralisação nesta 4a.feira; escolas terão aulas suspensas

SinPro-DF prevê adesão de toda a rede pública e convoca ato na Praça do Buriti; governo afirma que participação é facultativa e cobra reposição das aulas

PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO: Professores mantêm paralisação nesta 4a.feira; escolas terão aulas suspensas

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SinPro-DF) confirmou a paralisação geral dos profissionais da rede pública de ensino para esta quarta-feira (21).

Segundo a entidade, todas as escolas públicas da Grande Brasília devem aderir ao movimento, com suspensão das aulas durante o dia.

A manifestação está prevista para as 9h, na Praça do Buriti, em meio às cobranças da categoria por mudanças na política educacional e maior abertura ao diálogo com o governo.

A decisão foi mantida mesmo após a governadora Celina Leão (PP) pedir que o sindicato reconsiderasse a data do protesto, marcado quatro dias antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Em manifestação divulgada na segunda-feira (19), o diretor do SinPro-DF, Samuel Fernandes, afirmou que a entidade não pretende adiar o ato.

O sindicato considera a paralisação um instrumento legítimo de mobilização e cobra respostas às reivindicações dos profissionais.

Entre as principais demandas estão o fim de intervenções que a entidade classifica como autoritárias nas escolas e de mudanças unilaterais no calendário escolar, no planejamento pedagógico e nos projetos político-pedagógicos.

O SinPro-DF também aponta problemas como salas superlotadas, falta de estrutura, dificuldades no sistema 'Educa-DF' e adoecimento dos profissionais.

As reivindicações incluem ainda melhorias na Educação Especial e Inclusiva e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a participação no movimento é facultativa e que cada profissional poderá decidir se irá aderir.

A pasta também afirmou que as aulas eventualmente suspensas deverão ser repostas para assegurar o cumprimento dos 200 dias letivos.

Celina Leão reconheceu a existência de reivindicações da categoria, mas argumentou que a mobilização neste período pode provocar confrontos e prejudicar a comunidade escolar. Além da paralisação de quarta-feira, as escolas públicas distritais não terão aulas na sexta-feira (23), em razão da preparação para o segundo turno. Nas instituições particulares, a suspensão vale para as unidades que funcionarão como locais de votação.(*JRV/JBr)

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