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LAGO PARANOÁ: Falta de placas com avisos gera pedidos após morte de jovem perto da Ponte JK

A morte de um jovem de 20 anos por afogamento no Lago Paranoá, próximo à Ponte JK, trouxe à tona a necessidade urgente de instalar placas de aviso nas imediações.

LAGO PARANOÁ: Falta de placas com avisos gera pedidos após morte de jovem perto da Ponte JK

O acidente aconteceu nesta segunda-feira (12), por volta das 19h27. Frequentadores da área afirmam que a ausência de sinalização coloca em risco momentos de lazer.

O Corpo de Bombeiros de Brasília agiu rapidamente, enviando três veículos terrestres e duas embarcações para o resgate.

Duas equipes do 'Serviço de Atendimento Móvel de Urgência' (SAMU) também prestaram suporte.

O resgate contou com a ajuda de oito mergulhadores que realizaram buscas durante 20 minutos até localizar a vítima submersa, conforme indicaram testemunhas.

Após a retirada da água, 12 socorristas se revezaram em manobras de reanimação cardiopulmonar por 50 minutos.

Infelizmente, o jovem não resistiu e teve o óbito confirmado no local.

Entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, o Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros de Brasília registrou 56 casos de afogamento.

A corporação destaca que os postos de guarda-vidas funcionam na Ponte JK, na Praça dos Orixás, na Ermida Dom Bosco e na Prainha do Paranoá nos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Sobre os avisos na orla, o Corpo de Bombeiros informou que já instalou sinalizações em pontos do Lago Paranoá, mas que algumas foram danificadas por vandalismo.

Entretanto, a reportagem no local não encontrou nenhum tipo de placa de alerta nem a presença de guarda-vidas, mesmo com o movimento de pessoas nas proximidades da Ponte JK.

O acidente recente intensificou os pedidos dos frequentadores pela colocação de placas informativas.

Para o especialista em proteção patrimonial Ruan Felipe, que visita o local duas ou três vezes por mês, a área não é indicada para banho.

Ruan relembra outros acidentes fatais na região. “Ontem um rapaz morreu. No mês passado, outro rapaz também morreu. Hoje quase fui eu”, disse ele, defenden

do a instalação de placas claras e visíveis no local. “Principalmente uma placa de sinalização aqui. Só uma placa mais realista e eficaz”, completou o especialista.

Por outro lado, há banhistas que consideram o local seguro, desde que se tome cuidado.

A dona de casa Luiza Gomes acredita que a área é apropriada para o lazer. “Com certeza. É só prestar atenção, como evitar escorregar nas pedras. Mas aqui é seguro”, afirmou Luiza.

Mesmo gostando do lugar, a frequentadora confirmou não ter visto avisos sobre riscos na água. “Não vi nenhuma sinalização ainda. Não tem placas”, finalizou a dona de casa.

 

 

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