PADROEIRA DE BRASÍLIA E DO BRASIL: Celebração dos 95 anos de Nossa Senhora Aparecida
Há 62 anos, a Mãe Aparecida foi declarada padroeira de Brasília
Neste ano, celebra-se os 95 anos de Nossa Senhora Aparecida, Santa Padroeira de Brasília e do Brasil, uma figura central na fé católica do país.
A devoção começou com a descoberta de uma imagem da Virgem Maria em 1717, por três pescadores no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo.
A imagem, encontrada submersa, logo se tornou símbolo de fé e esperança, com muitos devotos atribuindo milagres à sua intervenção.
Ao longo dos anos, a fama de Nossa Senhora Aparecida se espalhou, levando fiéis de todas as partes do Brasil a peregrinar até o Santuário Nacional, que recebe cerca de 10 milhões de visitantes anualmente.
Em 1930, o papa Pio XI proclamou oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, com uma cerimônia solene que atraiu cerca de um milhão de pessoas ao então capital, Rio de Janeiro. A data de 12 de outubro foi posteriormente instituída como feriado nacional em 1980, durante a visita do papa João Paulo II ao Brasil.
Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira, destaca a importância da imagem como um “farol espiritual” que transcende fronteiras. Em uma carta, ele mencionou a relação da devoção com a busca pela igualdade e justiça social, destacando a história da imagem como uma manifestação da solicitude de Maria pelos pobres e excluídos.
A figura de Nossa Senhora Aparecida continua a inspirar os brasileiros, reforçando valores de comunidade e solidariedade em tempos desafiadores. O impacto espiritual da padroeira se reflete não só no Brasil, mas também em toda a América Latina, onde a fé popular ressoa de maneira significativa.
Além de Nossa Senhora, São João Bosco também foi declarado como patrono da Capital Federal
Todo o país tem paróquias dedicadas a Nossa Senhora Aparecida, como, por exemplo, a Catedral Metropolitana de Brasília (DF). No dia 10 de junho, celebramos os 62 anos da proclamação da Padroeira do Brasil como patrona da capital federal.
A intercessão de Maria fez parte da implantação da Arquidiocese no Distrito Federal pelo Papa São João XXIII, através da bula Quandoquidem Nullum, em janeiro de 1960.
“Pôr-se-á a Cátedra Episcopal no templo de Nossa Senhora Aparecida, isenta de toda a mancha do pecado, templo a ser proximamente dedicado à mesma Virgem, e que elevamos dignidade de igreja arquiepiscopal com todos os direitos, honras e privilégios que a tais templos o direito comum outorga”, diz parte do documento.
Dois anos após a criação da Arquidiocese, em 10 de junho de 1962, quando a Igreja celebrava a Festa de Pentecostes, a Mãe Aparecida e São João Bosco foram oficialmente declarados como padroeira e co-padroeiro de Brasília, respectivamente. A celebração foi presidida pelo Arcebispo Dom José Newton Baptista, e contou com a presença do então presidente da República Juscelino Kubitschek, autoridades eclesiásticas, políticas e o povo da recente capital do país.
Para se ter ideia da importância e da graça da cidade ser abençoada pelas mãos de nossa Mãe, a imagem original de Nossa Senhora Aparecida foi levada do Santuário Nacional para a nova Catedral de Brasília, que ainda estava em construção, pelo Cardeal Carlos Carmelo Mota, na época Arcebispo de São Paulo.
Outra providência de Deus foi que a Arquidiocese da capital federal foi Iniciada de forma diferente de todas as outras dioceses do Brasil, pois teve que contar com a bondade de diversos bispos e congregações do Brasil que enviaram padres, religiosos e seminaristas para constituir o seu clero.
O primeiro seminarista de Brasília foi o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, que acompanhou Dom José Newton durante os primeiros trabalhos de evangelização no Distrito Federal, onde Dom Damasceno foi ordenado padre, Bispo Auxiliar, e ficou residente até 2004, quando foi enviado por São João Paulo II para ser Arcebispo de Aparecida, e ficou durante 13 anos na Capital Mariana da Fé.
Além dos padres diocesanos, muitas congregações ajudaram nestas seis décadas de Arquidiocese: Lazaristas, Salesianos, Missionários do Sagrado Coração, Redentoristas, Dominicanos, carmelitas, Agostinianos, Camilianos, Capuchinhos, Estigmatinos, Sacramentinos, Jesuítas, Espiritanos, Verbitas, Cordimarianos, Missionários da Consolata.

Comentários