DA PERIFERIA PARA CLDF: Max Maciel é o distrital mais votado da história
Com 92.234 votos, deputado do Psol garante segundo mandato na Câmara Legislativa
“Foi uma campanha histórica, com um mandato histórico, e isso prova que a periferia sabe fazer. Nós estamos muito honrados e com um senso de responsabilidade sem igual frente ao que vem por aí para o Distrito Federal. A gente vai seguir comprometido com o nosso gabinete, dialogando com a população”, afirmou Max Maciel ao Brasil de Fato DF.
A votação de Max cresceu mais de duas vezes em relação ao resultado de 2022, quando recebeu 35.758 votos e foi o terceiro deputado distrital mais votado daquele pleito.
Duas cadeiras
A votação de Max também junta a composição das cadeiras conquistadas pelos partidos na Câmara Legislativa. O Psol garantiu duas vagas. Além de Max, Keka Bagno foi eleita pela legenda, ficando na oitava posição entre os candidatos mais votados, com mais de 40 mil votos. Com o resultado da eleição, o Psol mantém duas cadeiras na CLDF. Deputado distrital Fábio Felix foi eleito deputado federal pelo Psol com 224.224 votos, a maior votação entre os candidatos ao cargo no Distrito Federal nestas
A distribuição das cadeiras acontece a partir do desempenho dos partidos e federações na eleição proporcional. A quantidade de votos recebida individualmente por um candidato não é o único fator considerado para definir quantos parlamentares cada partido elegerá.
Na votação individual, Max aparece à frente dos demais candidatos. Entre os mais votados estão Eduardo Pedrosa (União), com 50.833 votos; Chico Vigilante (PT), com 50.046; Joaquim Roriz Neto (PL), com 45.604; e Estefane Sampaio (Republicanos), com 45.558 votos.
Da Ceilândia à Câmara Legislativa
Nascido em 1982, em Ceilândia, Max Maciel construiu sua trajetória política ligada aos movimentos estudantis, sociais e culturais. Pedagogo, ele também é especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade de Brasília (UnB).
A atuação política começou ainda na juventude, ao longo dos anos, participou de projetos sociais, conselhos e iniciativas ligadas à juventude e à cultura, com atuação junto ao movimento Hip Hop nas periferias do Distrito Federal. Em 2018, disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara Legislativa, mas não foi eleito. Quatro anos depois, em 2022, chegou à CLDF com 35.758 votos.
Durante o primeiro mandato, ele presidiu a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) e defendeu medidas relacionadas ao transporte público nas regiões periféricas, incluindo a ampliação da Tarifa Zero no Distrito Federal. Antes de chegar à CLDF, Max também participou de campanhas pelo desarmamento e contra o extermínio da juventude negra, além de atividades ligadas à cultura e aos movimentos sociais.

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