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MORTE DA VETERINÁRIA NO SENADO: Polícia Civil investiga 'acidente de trabalho' do ataque do 'pastor belga' que matou

Polícia Civil de Brasília investiga as circunstâncias do caso.

MORTE DA VETERINÁRIA NO SENADO: Polícia Civil investiga 'acidente de trabalho' do ataque do 'pastor belga' que matou

Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, médica-veterinária, morreu após ser atacada por um cão no canil do Senado Federal, no último sábado (22) em Brasília.

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu uma investigação para apurar o caso, que é tratado como acidente de trabalho pela 5ª Delegacia de Polícia, centro da capital federal.

O ataque aconteceu na terça-feira, dia 18, enquanto Vitória realizava atendimento no canil. Ela sofreu ferimentos graves no pescoço e teve uma parada cardiorrespiratória antes de ser socorrida pelos colegas, que acionaram o resgate.

 Foi levada ao Hospital de Base, onde passou por cirurgia e ficou em estado grave até sua morte, confirmada no sábado, dia 22.

A polícia fez perícia no local e investigou o caso minuciosamente.

O Senado lamentou o ocorrido e expressou condolências à família, amigos e colegas de trabalho da veterinária, destacando sua dedicação e cuidado com os animais.

O cão envolvido no ataque é da raça ‘pastor-belga-malinois’, conhecida por sua capacidade em operações policiais e esportes de alta performance, mas que necessita de tutores experientes devido à sua agressividade.

Ele foi afastado das atividades para passar por exames e observação, estando com a vacinação em dia.

O ‘Serviço de Cinotecnia’ do Senado Federal, criado em 2019, treina cães para apoio em segurança, incluindo patrulhamento e detecção de drogas e armas.

 O trabalho desses cães é essencial em ações de policiamento, controle de distúrbios e operações de busca e apreensão.

 

Canil do Senado funcionava irregularmente antes da morte de veterinária

O canil do Senado Federal funcionava sem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Distrito Federal.

A irregularidade foi identificada após a morte da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, atacada por um dos cães mantidos pela Casa.

A Resolução nº 1.177 do CFMV - Conselho Regional de Medicina Veterinária  determina o registro de canis, gatis e abrigos.

 Órgãos públicos são dispensados de taxas e do certificado de regularidade, mas continuam obrigados a manter o registro.

Fiscais do CRMV-DF foram ao local no dia do ataque, em 18 de agosto, mas não puderam entrar porque o espaço estava isolado para a perícia da Polícia Civil.

Na verificação documental, o conselho não encontrou cadastro do canil e passou a apurar outras condições de funcionamento.

Antes do ataque, a Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-DF já havia recebido uma denúncia de maus-tratos sobre as condições do espaço.

A comissão pretende cobrar informações sobre o abrigo e o treinamento dos animais. O relato ainda não foi confirmado pelas autoridades.

Vitória trabalhava para uma empresa terceirizada e foi atacada por um pastor-belga-malinois do Serviço de Cinotecnia.

 Ela sofreu ferimentos graves no pescoço, permaneceu internada por quatro dias e morreu no sábado (22).

A Polícia Civil investiga o caso como acidente de trabalho. A ocorrência também foi registrada como omissão de cautela na guarda ou condução de animais.

O Senado informou que prestou atendimento imediato à profissional e acompanha o caso, oferecendo suporte à família.

 

 

 

 

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