INFELIZMENTE, MORREU: Veterinária, atacada por cão no Senado Federal, não resistiu
Especialistas em comportamento animal e adestramento explicam as características da raça do cão que fez o ataque
A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, que foi atacada por um cachorro nesta terça-feira (18), na Esplanada dos Ministérios, sofreu ferimentos graves e foi encaminhada ao centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
Ela não resistiu e morreu.
Vitória foi atacada enquanto dava ração ao animal. Ela ficou ferida e permaneceu alguns minutos sozinha até ser encontrada por um policial legislativo, que estava no local.
O agente prestou os primeiros socorros e acionou o atendimento de emergência.
A veterinária sofreu uma mordida no pescoço e teve uma parada cardiorrespiratória.
Ela foi levada ao Hospital de Base em estado crítico e encaminhada para a equipe de 'Cirurgia do Trauma'.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do hospital, informouque Vitória “passou por procedimento cirúrgico com a equipe de Cirurgia do Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave”.
Vitória é servidora terceirizada do Senado e trabalhava para a empresa responsável pelos cuidados dos animais da Casa.
O cachorro envolvido no ataque pertence ao Serviço de Cinotecnia do Senado.
Segundo a instituição, o serviço é responsável pelo treinamento e atuação de cães em atividades como patrulhamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, além de ações de intervenção e apoio à Polícia Legislativa.
O animal envolvido é um pastor-belga-malinois, raça frequentemente utilizada em atividades policiais e de proteção.
Os especialistas em comportamento e adestramento Délio Mendes e Fernando Mendes explicam que o malinois é um cão de alta energia, intensidade e forte instinto de trabalho, características que exigem manejo e treinamento adequados.
Segundo os profissionais, o comportamento do animal está diretamente relacionado à forma como ele é conduzido e treinado pelo tutor.
Os especialistas também ressaltam que o adestramento não deve envolver apenas o animal, mas principalmente o tutor, que precisa aprender a interpretar os sinais e estabelecer uma relação segura com o cão.
Eles destacam ainda que é necessário entender as circunstâncias do ataque antes de apontar as causas, já que o comportamento pode ser influenciado por diferentes fatores.

Comentários