PERÍCIA CONFIRMA: Dentes encontrados na casa de suspeito de abuso são humanos e podem pertencer a crianças
Material apreendido em São Sebastião -cidade-satélite de Brasília- será submetido a novos exames para determinar a origem dos dentes e verificar se pertencem a uma ou mais pessoas.
A investigação conduzida pela Polícia Civil de Brasília ganhou um novo elemento: a perícia confirmou que os dentes encontrados na residência de um homem de 58 anos, preso sob suspeita de violência sexual contra crianças, são humanos.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o material apresenta características compatíveis com dentes de crianças.
O investigado, identificado como João Carlos dos Santos, foi preso em 22 de julho por policiais da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião - cidade-satélite de Brasília), durante a 'Operação Themis'.
A investigação começou após familiares relatarem suspeitas de violência contra crianças. O homem nega as acusações e permanece à disposição da Justiça.
Segundo a apuração divulgada no final da semana passada, os dentes analisados têm características compatíveis com pessoas entre 5 e 12 anos.
A perícia ainda deverá determinar se o material pertence a uma única pessoa ou a indivíduos diferentes, além de buscar informações que possam contribuir para a identificação da origem dos dentes.
Material encontrado
durante as buscas
Durante o cumprimento das medidas judiciais na residência do investigado, os policiais encontraram uma caixa contendo diversos dentes.
Também foram apreendidos celulares e objetos destinados ao público infantil, entre outros materiais que passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.
Questionado pelos investigadores sobre a origem dos dentes, o homem afirmou não se lembrar de onde o material teria vindo.
A Polícia Civil de Brasília agora aguarda a conclusão dos exames periciais para determinar se existe alguma relação entre os dentes apreendidos e as crianças envolvidas na investigação.
Investigação começou após denúncia de familiar
De acordo com o delegado Thiago Peralva, responsável pelo caso, a investigação teve início depois que um familiar das crianças procurou as autoridades e relatou suspeitas de abusos cometidos por uma pessoa conhecida da família.
A apuração foi conduzida por policiais da Seção de Atendimento à Mulher da 30ª DP, equipe especializada no atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência. Os relatos das vítimas foram colhidos por meio dos procedimentos apropriados para esse tipo de investigação.
Segundo a polícia, o investigado confirmou que mantinha proximidade com as crianças e que elas estiveram em sua residência em diferentes ocasiões, mas negou ter cometido qualquer crime sexual.
Polícia busca esclarecer
origem do material
A confirmação de que os dentes são humanos não encerra a investigação. Ao contrário, abre uma nova frente de apuração para a perícia.
Os próximos exames deverão ajudar a responder questões centrais para o caso: a quem pertencem os dentes, se foram retirados da mesma pessoa ou de pessoas diferentes e se existe alguma ligação entre o material e as vítimas investigadas.
Enquanto os exames não forem concluídos, não é possível afirmar que os dentes pertencem às crianças envolvidas no caso.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e o suspeito é considerado investigado, sem condenação definitiva.
O caso reforça a importância da denúncia e da atuação especializada das forças de segurança na proteção de crianças e adolescentes diante de suspeitas de violência.

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