FALSO ADVOGADO: Polícia Civil de Brasília faz operação contra grupo suspeito de aplicar o famigerado golpe
Investigações apontam ao menos três fraudes consumadas no Plano Piloto e cidades-satélites em nove dias; prejuízo identificado chega a R$ 5,9 mil
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) realizou, nesta quinta-feira (13), uma operação em São Paulo para desarticular grupos suspeitos de aplicar o chamado golpe do falso advogado.

A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Vila Estrutural), com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP), e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços na cidade de Praia Grande, no litoral, e da capital paulista.
Os criminosos investigados utilizavam informações reais de processos judiciais para convencer as vítimas de que mantinham vínculo com escritórios de advocacia ou órgãos do Judiciário.

Com a falsa identidade, eles alegavam que havia valores a serem liberados e exigiam pagamentos antecipados ou acesso a aplicativos bancários.
Em um dos casos, uma vítima transferiu R$ 3.999,99 via Pix e deixou de receber respostas após o pagamento.
A apuração identificou pelo menos três estelionatos consumados no Distrito Federal em apenas nove dias, além de outras tentativas.
As fraudes já confirmadas provocaram prejuízo de R$ 5.985,38.
Em outro núcleo investigado, uma mulher de 25 anos, em Praia Grande, teria participado de uma fraude na qual a vítima realizou transferências de R$ 1,5 mil e R$ 690,46 após ser abordada por falsos profissionais, além de uma tentativa de R$ 3 mil e uma compra de aproximadamente R$ 4 mil no cartão.
Ao todo, também foram expedidos dois mandados de prisão preventiva contra os principais investigados, mas eles não foram encontrados durante as diligências e continuam procurados.
Os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e dinheiro, que serão analisados.
Os suspeitos podem responder por estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A investigação continua para identificar outros envolvidos, localizar novas vítimas e esclarecer o destino dos valores obtidos ilegalmente.

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