INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA: Após invasão na Asa Sul, Celina volta a defender a regulamentação do ato
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a defender a regulamentação da internação involuntária e humanizada de pessoas em situação de rua.
A declaração ocorre após o caso de um homem que invadiu apartamentos na 302 Sul e fez uma idosa de 95 anos refém durante a madrugada.
O suspeito foi morto por policiais militares durante a ocorrência, após ameaçar moradores e manter a vítima sob ameaça com uma faca.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Celina parabenizou a atuação da Polícia Militar de Brasília na ocorrência da Asa Sul e afirmou que enviou à Câmara Legislativa um projeto para regulamentar a internação involuntária e humanizada.
Celina Leão destacou que o Executivo distrital conta com diretrizes legais e fluxogramas para ações conjuntas entre assistência social, forças policiais e equipes de saúde.
- O governo monitora centenas de pontos de concentração de pessoas em situação de rua no Plano Piloto e nas cidades-satélites para oferecer acolhimento ou encaminhamento médico quando necessário.
- A proposta gera discussões intensas: defensores apontam a necessidade de proteção à ordem pública e tratamento médico obrigatório em casos li
- Segundo a governadora, a proposta busca enfrentar o problema da população em situação de rua com medidas de assistência social e segurança pública.
Segurança e assistência social
“A população em situação de rua precisa de acolhimento, assistência social e atendimento de saúde. Mas também precisamos proteger as famílias e garantir segurança e tranquilidade nos espaços públicos”, declarou a governadora. Ela reforçou que o GDF continuará oferecendo acolhimento e encaminhamento para a rede de assistência social, mas adotará medidas para enfrentar a situação nas ruas.
Celina enfatizou a necessidade de mudança no cenário atual. “O que não dá é para deixar do jeito que está. Enquanto eu estiver no governo, nós vamos responder à altura do que a população brasiliense nos pede. Tem que ter coragem para enfrentar esse tema com a dignidade que ele merece, mas também protegendo a população que se sente refém dessa situação todos os dias”, afirmou.
Invasão e sequestro na 302 Sul
O episódio citado pela governadora ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando Bruno Batista de Jesus, de 30 anos, invadiu um prédio no Bloco J da 302 Sul.
Ele quebrou o vidro da portaria com o próprio corpo e acessou apartamentos em diferentes andares do edifício. Testemunhas relataram que o suspeito utilizou um extintor para bater nas portas e ameaçar moradores, chegando a entrar em luta corporal com um deles.
Após a invasão, o homem conseguiu roubar uma faca em um apartamento no 6º andar e desceu para outro pavimento, onde fez uma idosa de 95 anos refém.
A Polícia Militar foi acionada e, diante da gravidade da ocorrência e da ameaça direta à vida da vítima, os policiais efetuaram disparos para conter o agressor. O homem foi atingido e teve a morte constatada no local por volta das 3h07.
Sequência de ocorrências em Brasília
A declaração da governadora ocorre em meio a uma sequência de ocorrências envolvendo pessoas em situação de rua no Distrito Federal.
Nos últimos meses, crimes graves ganharam repercussão, como o caso de um zelador espancado na 314 Norte em 7 de agosto e o ataque a uma mulher em uma parada de ônibus na Asa Sul no dia 3 de agosto.
Contexto da Ocorrência na Asa Sul
- Um homem invadiu um prédio na 302 Sul durante a madrugada, ameaçou moradores e fez uma idosa de 95 anos refém sob a ameaça de uma faca.
- O suspeito acabou morto por policiais militares durante a intervenção para resgatar a vítima.
- O episódio intensificou o debate político e de segurança pública sobre a abordagem a indivíduos em situação de vulnerabilidade extrema na capital federal.
Ações e Defesa do GDF
- Celina Leão destacou que o Executivo distrital conta com diretrizes legais e fluxogramas para ações conjuntas entre assistência social, forças policiais e equipes de saúde.
- O governo monitora centenas de pontos de concentração de pessoas em situação de rua no Plano Piloto e nas cidades-satélites para oferecer acolhimento ou encaminhamento médico quando necessário.
- A proposta gera discussões intensas: defensores apontam a necessidade de proteção à ordem pública e tratamento médico obrigatório em casos limite, enquanto críticos questionam os impactos sociais e os limites legais da medida.

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