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VENDA DE MÁQUINAS AGRICOLAS: Operação da Polícia de Brasília desarticula grupo suspeito de aplicar fraudes milionárias

Publicada em: 29/07/2026 15:22 -

Ação cumpriu mandados em Minas Gerais e bloqueou até R$ 1 milhão em bens

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Colheita para desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes na compra de máquinas agrícolas e equipamentos de alto valor.

A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e da Divisão de 'Operações Aéreas' (DOA).

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Ituiutaba (MG).

A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 1 milhão em ativos financeiros dos investigados.

As investigações tiveram início após duas empresas do Distrito Federal denunciarem a retirada fraudulenta de tratores e de uma miniescavadeira adquiridos com documentação falsificada.

Segundo a Polícia Civil da capital do País, os prejuízos causados pelos golpes consumados na Grande Brasília ultrapassam R$ 770 mil

De acordo com a apuração, o grupo utilizava técnicas de engenharia social para se passar por representantes de empresas conhecidas.

Os suspeitos apresentavam contratos, procurações e documentos de identidade adulterados, além de criar domínios na internet semelhantes aos das empresas verdadeiras para dar aparência de legitimidade às negociações.

Após a aprovação dos cadastros, os equipamentos eram retirados por transportadores contratados pelos próprios criminosos, mas não chegavam ao destino informado.

Conforme a investigação, os maquinários eram transferidos entre diferentes veículos durante o trajeto para dificultar o rastreamento.

A polícia identificou como líder do esquema um homem de 45 anos, morador de Ituiutaba, além de um comparsa de 19 anos e outro suspeito de 38 anos, residente em Goiás, apontado como responsável pela falsificação dos documentos. Segundo a Polícia Civil, nenhum dos investigados possuía antecedentes criminais.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma arma de fogo, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos que serão analisados.

A investigação também aponta que o grupo pode ter atuado em outros estados, como Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais, em tentativas de fraudes envolvendo equipamentos industriais e mercadorias de alto valor.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 28 anos de prisão, além de outras responsabilizações que possam surgir com o avanço das investigações.

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