Presidente do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem afirmou que o episódio pode configurar uma grave agressão contra profissionais de saúde e cobra mais segurança no hospital
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/h/TzgMZtRRitpjLsHKxAtg/whatsapp-image-2025-05-16-at-18.01.10-1-.jpeg)
A suspeita de intoxicação de 10 técnicos de enfermagem no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), na manhã desta terça-feira (21/7), provocou reação do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF).
Para a entidade, o caso representa uma grave agressão contra os profissionais da saúde e precisa ser investigado com rigor pelas autoridades para identificar os responsáveis e evitar novos episódios.
Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil de Brasília, os 10 técnicos que tiveram sintomas de intoxicação ingeriram um café preparado na copa do hospital.
O declarante afirmou não saber a marca do café consumido e informou que o local onde a bebida é preparada não possui câmeras de monitoramento.
Logo após ingerirem a bebida, os profissionais passaram a apresentar náuseas, tremores, calafrios e outros sintomas compatíveis com um quadro de possível intoxicação.

O presidente do 'Sindate-DF' - Sindicato dos Enfermeiros, Newton Batista, levantou a hipótese de que alguma substância tenha sido colocada no café consumido pelos trabalhadores e que o episódio configuraria uma tentativa de violência que poderia ter causado consequências ainda mais graves.
“Infelizmente, temos visto diversas formas de agressão contra os profissionais de saúde, principalmente da enfermagem. O que aconteceu no Hospital Regional de Santa Maria é, sim, uma forma de agressão que poderia ter levado à morte de qualquer trabalhador. Colocar algum produto químico, medicação ou qualquer outra substância no café seria uma atitude extremamente grave”, declarou.
Newton cobrou uma apuração rigorosa do caso e reforçou que o hospital deve adotar medidas para ampliar a segurança dos profissionais.
“Esperamos que as autoridades policiais cheguem aos responsáveis e que o hospital não feche os olhos para esse episódio. É preciso reforçar a vigilância para garantir que os trabalhadores possam exercer suas atividades com segurança. Os envolvidos precisam ser responsabilizados com todo o rigor da lei”, afirmou.
Segundo o presidente do sindicato, até a última atualização recebida pela entidade, três técnicos de enfermagem permaneciam em observação no pronto-socorro do HRSM - Hospital Regional de Santa Maria.
“Eles continuavam apresentando sintomas como tontura e taquicardia, por isso, seguiram em observação. Não podemos tratar esse caso como algo menor. É mais um episódio de violência contra os profissionais de enfermagem que exige uma resposta firme das autoridades”, destacou.(*Fonte:CB)
