O delinquente conquistava a confiança das vítimas para gravar e publicar vídeos íntimos sem autorização delas e obter lucro com isso
Um 'criminoso' de 33 anos foi preso preventivamente por suspeita de liderar um esquema de venda de vídeos íntimos de mulheres com quem saía.
O suspeito possui histórico de envolvimento com o mesmo tipo de crime, além de uma condenação pelo ato.
Segundo a Polícia Civil de Brasília, o homem gravava os vídeos durante encontros íntimos que tinha com mulheres e os vendia em plataformas pornográficas na internet.
As investigações começaram após uma vítima, que teve dois encontros com o investigado em 2018, procurar a polícia após descobrir que vídeos íntimos seus estavam circulando na internet.
Tanto o ato de gravar como a publicação na internet não foram consentidos pela vítima.
Uma outra mulher, que manteve relacionamento com o 'contraventor', o reconheceu a partir de características físicas e tatuagens que ficavam visíveis nas gravações.
A operação foi deflagrada pela 2ª Delegacia (Asa Norte) nos municípios goianos de Águas Lindas de Goiás e Valparaíso de Goiás.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos endereços que possuem relação com o suspeito e com uma mulher, apontada como gestora financeira do esquema criminoso. Ela foi ouvida e liberada.
As investigações apontam que o 'cidadão' utilizava aplicativos de relacionamento para estabelecer uma relação prévia com as vítimas e conquistar a confiança delas.
Sem autorização, o suspeito registrava os atos sexuais e, depois, publicava os vídeos em plataformas de conteúdo adulto, atraindo assinantes e gerando lucro por meio da comercialização do material.
O dinheiro conseguido pelos vídeos era direcionado à conta bancária da mulher considerada “sócia” do homem.
Em depoimento, ela confirmou que os dois mantinham contas ativas em plataformas adultas.
Nas casas onde os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, celulares, mídias digitais e outros materiais foram apreendidos e serão submetidos à perícia e análise técnica para identificar novas vítimas e pistas que possam identificar outros participantes do esquema.
