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"DEPENDENTES QUÍMICOS": 'Acolhe DF' encaminha 390 pessoas para comunidades terapêuticas

Publicada em: 19/06/2026 18:44 -

 Nova fase do programa, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania, elevou de 31% para 43% o percentual de acolhimento entre pessoas em situação de rua abordadas pelas equipes de busca ativa.

As ações têm sido concentradas principalmente no Plano Piloto, mas também alcançam em cidades-satélites como Taguatinga e Ceilândia, além de unidades do 'Hotel Social' 

Desde a implantação de sua nova fase, oficializada pelo Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025, o programa 'Acolhe DF' vem consolidando uma nova estratégia de atendimento à população em situação de rua no Distrito Federal.

Em 11 meses de atuação ampliada, a iniciativa coordenada pela Secretaria de Justiça realizou 908 atendimentos e alcançou um resultado expressivo: 390 pessoas aceitaram, de forma voluntária, o acolhimento em comunidades terapêuticas para tratamento da dependência química.O número representa um avanço importante na adesão ao tratamento especializado. Antes da implementação da busca ativa realizada pelo programa, o percentual de acolhimento era de 31%.

Atualmente, esse índice chega a aproximadamente 43%, refletindo a confiança construída pelas equipes durante as abordagens e a efetividade da política pública desenvolvida pelo Governo do Distrito Federal.

As ações têm sido concentradas principalmente no Plano Piloto, mas também alcançam locais como Taguatinga e Ceilândia, além de unidades do 'Hotel Social'.

O trabalho envolve a identificação, escuta qualificada e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade para serviços capazes de promover cuidado, proteção e reconstrução de vínculos.

“O resultado demonstra que a abordagem humanizada e contínua faz diferença. Muitas dessas pessoas já haviam perdido a esperança de recomeçar. Quando conseguimos estabelecer uma relação de confiança, mostramos que existe uma rede preparada para acolhê-las e apoiá-las em sua recuperação. O aumento da adesão ao tratamento é reflexo desse trabalho diário realizado pelas equipes”, destaca o subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Secretaria de Justiça, Diego Moreno.

“O resultado demonstra que a abordagem humanizada e contínua faz diferença. Muitas dessas pessoas já haviam perdido a esperança de recomeçar. Quando conseguimos estabelecer uma relação de confiança, mostramos que existe uma rede preparada para acolhê-las e apoiá-las em sua recuperação"

Diego Moreno, subsecretário de Enfrentamento às Drogas

Além dos acolhimentos em comunidades terapêuticas, o programa também realizou encaminhamentos para oportunidades de emprego, tratamento de saúde, retorno ao convívio familiar, acesso a programas habitacionais e retorno ao estado de origem, demonstrando que a iniciativa atua de forma integrada para enfrentar diferentes fatores que contribuem para a permanência nas ruas.

Um novo começo

Entre as centenas de histórias alcançadas pelo programa está a de Carlos Santos — nome fictício utilizado para preservar sua identidade. Aos 42 anos, ele passou mais de três anos vivendo nas ruas do centro de Brasília, período marcado pelo rompimento dos vínculos familiares e pelo agravamento da dependência química.

Após diversas abordagens realizadas pelas equipes do 'Acolhe DF', Carlos decidiu aceitar o acolhimento em uma comunidade terapêutica. Hoje, está em tratamento, participa de atividades de reinserção social e já planeja os próximos passos para reconstruir sua vida.

“Eu não acreditava mais que conseguiria sair daquela situação. A equipe conversou comigo umas três vezes, sem pressão, sempre mostrando que havia uma oportunidade. Quando aceitei, percebi que ainda era possível recomeçar. Hoje tenho esperança novamente”, relata.

Histórias como a de Carlos ajudam a explicar os resultados alcançados pelo programa e reforçam a importância da busca ativa realizada pelas equipes especializadas.

Rede de oportunidades

Dos 908 atendimentos realizados entre julho de 2025 e junho de 2026, além dos 390 acolhimentos em comunidades terapêuticas, foram registrados 63 encaminhamentos para a CoDHab, 53 direcionamentos para oportunidades de emprego, 35 para tratamento de saúde, 28 agendamentos de retorno, 15 retornos ao estado de origem e sete reintegrações ao convívio familiar.

Para o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, os resultados confirmam a importância de políticas públicas que combinem acolhimento, cuidado e oportunidades concretas de reinserção social. “O 'Acolhe DF' representa um novo olhar sobre a população em situação de rua. Não se trata apenas de oferecer atendimento imediato, mas de construir caminhos para que essas pessoas recuperem sua autonomia, sua dignidade e seus projetos de vida. Os números mostram que estamos avançando, mas, acima de tudo, mostram que centenas de pessoas encontraram uma oportunidade real de recomeçar”, afirma.

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