Órgão pede o restabelecimento da condenação de Adriana Villela e o início imediato do cumprimento da pena.
A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar, em sessão virtual que terá início nesta quinta-feira, 18 de junho, os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) no processo conhecido como “Crime da 113 Sul”.

No recurso, o MP-DF pede que o STJ reavalie a decisão tomada em 2 de setembro de 2025, quando a Sexta Turma, por três votos a dois, anulou a condenação de Adriana Villela e reabriu a fase de produção de provas.
O órgão aponta omissões, contradições e obscuridades no acórdão e sustenta que, sanados esses pontos, deve ser restabelecida a condenação imposta pelo Tribunal do Júri, com início imediato do cumprimento da pena.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou no processo e apresentou parecer favorável aos pedidos do MP-DF, opinando pelo acolhimento dos embargos de declaração./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/2/Q/hGjP68QsWAk1F5tlMbUg/arte.png)
Adriana Villela foi condenada em 2019 pelo Tribunal do Júri de Brasília como mandante das mortes de seus pais, o advogado e ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, além da funcionária da família, Francisca Nascimento da Silva.
A sentença fixou pena de 61 anos de prisão.
O crime ocorreu em agosto de 2009, e o júri durou dez dias, tornando-se a mais longa sessão de julgamento da história do Distrito Federal.
