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RECUPERAÇÃO DO CERRADO: GDF investirá R$ 3,7 milhões em nova etapa na restauração do bioma

Publicada em: 12/06/2026 10:31 -

 Coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, projeto Recupera Cerrado II prevê manutenção e o monitoramento de áreas restauradas desde 2019, além do plantio de 20 mil mudas nativas e semeadura em 218 hectares.

Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio 

  O Governo do Distrito Federal (GDF) vai investir R$ 3.714.090,63 na execução do projeto 'Recupera Cerrado II', nova etapa das ações de recuperação do Cerrado iniciadas em 2019.

A iniciativa será executada em regime de mútua cooperação com o Instituto Rede Terra, organização da sociedade civil selecionada por meio de chamamento público, e será integralmente custeada com recursos do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam-DF).

Desde 2019, o GDF realizou ações de recuperação do Cerrado em aproximadamente 390 hectares de áreas públicas, localizadas em unidades de conservação e áreas de preservação permanente.

Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio. Isso se deve aos longos períodos de estiagem, que chegam a se estender por quase seis meses do ano, além dos desafios dos incêndios florestais e, no caso do 'quadrilátero', a forte pressão antrópica em algumas áreas públicas, além da predação pela fauna silvestre — como as capivaras.

Para a governadora Celina Leão, a recuperação do Cerrado representa um compromisso com as próximas gerações e com a construção de um Distrito Federal mais sustentável.

“Quem planta uma árvore está sempre olhando para o futuro. É um gesto que demonstra sensibilidade com a causa ambiental e responsabilidade com as próximas gerações. Com o Recupera Cerrado II, estamos garantindo que esse trabalho tenha continuidade, fortalecendo a preservação do nosso bioma, protegendo os recursos hídricos e promovendo mais qualidade de vida para a população”, afirma Celina Leão.

As ações serão desenvolvidas ao longo de 18 meses em parques, unidades de conservação e áreas de preservação permanente localizadas nas orlas do Lago Paranoá.

Oficina ensinou formas inovadoras para recuperação do Cerrado | WWF Brasil

Entre as metas previstas estão a manutenção das áreas plantadas desde 2019, além do plantio de novas 20 mil mudas nativas de grande porte, com altura entre um e dois metros, para preenchimento de falhas, e a semeadura direta de 2,6 toneladas de sementes nativas de árvores, arbustos e capim do Cerrado em 218 hectares.

Durante a execução do projeto, as equipes em campo atuarão no controle de espécies exóticas invasoras, no controle de pragas, no coroamento das mudas, na adubação de cobertura e na irrigação sistemática durante os períodos de seca.

 De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, as ações têm potencial para gerar benefícios ambientais e sociais.

“A ampliação da cobertura vegetal contribui para a redução das ilhas de calor, o aumento da umidade do ar e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Distrito Federal. A recomposição da vegetação nas margens das bacias hidrográficas também favorece a proteção da qualidade da água e a recarga do Lago Paranoá, além de auxiliar na manutenção da fauna nativa”, argumenta o secretário.

A iniciativa é um reforço do alinhamento do GDF com as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas.

A recomposição da vegetação nativa em áreas estratégicas contribui para o sequestro de carbono, a regulação do microclima e o aumento da resiliência ambiental frente a eventos extremos, como secas prolongadas e incêndios florestais.

Dessa forma, o 'Recupera Cerrado II' amplia seu alcance para além da recuperação ecológica, consolidando-se como uma medida concreta de mitigação e adaptação às mudanças do clima, em sintonia com os benefícios ambientais já observados no projeto

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