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ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO: Unidade de polimento final é construída na 'Melchior' com investimento de mais de R$ 37,4 milhões

Publicada em: 02/05/2026 16:54 -

Estrutura será responsável pelo tratamento químico dos efluentes lançados no rio Melchior, contribuindo diretamente com a preservação do meio ambiente.

A iniciativa tem como finalidade mpliar a estabilidade operacional do sistema e aumentar a remoção de fósforo e outros nutrientes remanescentes do processo biológico 

 

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) avança nas obras da unidade de polimento final da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Melchior, em Samambaia.

Com investimento superior a R$ 37,4 milhões, a nova estrutura vai garantir maior eficiência no tratamento dos efluentes antes do lançamento no córrego Melchior, contribuindo diretamente para a preservação do corpo hídrico e do meio ambiente.

A intervenção tem como intuito ampliar a estabilidade operacional do sistema e aumentar a remoção de fósforo e outros nutrientes remanescentes do processo biológico. Iniciada em agosto de 2024, a obra é executada pela empresa Ankara Engenharia Ltda e já gerou mais de 40 empregos. O projeto também inclui casa de química e interligações com as demais estruturas da estação.

Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade ambiental no Distrito Federal. “A Caesb tem traduzido um esforço muito grande, que é determinado pelo Governo do Distrito Federal, por parte da governadora Celina, que inclusive tem uma preocupação muito grande com isso, de devolvermos para a natureza a água que dela retiramos, sempre da melhor maneira possível.”

Ele explica que a nova unidade funcionará como uma etapa complementar ao tratamento já existente, que é um dos mais avançados do país. “Hoje a estação de tratamento Melchior é terciária, sendo assim no nível mais alto das estações de tratamento que temos no Brasil. Com a unidade de polimento final, passamos a ter mais segurança na forma de tratamento, porque além de todo o tratamento biológico que é feito atualmente, poderemos fazer o tratamento químico para retirada de fósforo e outros nutrientes, garantindo um efluente de ainda mais qualidade”, detalha.

O rio Melchior é categorizado como Classe 4, não sendo utilizado para abastecimento humano, mas desempenha papel relevante na diluição de efluentes e na composição ambiental das imediações. A Caesb monitora continuamente a qualidade dos efluentes e da água do rio Melchior em pontos de amostragem localizados antes e após os pontos de lançamentos da estação, para garantir que os parâmetros atendam às normas estabelecidas.

"Hoje o efluente já é de alta qualidade, mas vamos melhorar ainda mais', garante Luís Antônio Almeida Reis, presidente da Caes

De acordo com o presidente, a melhoria será significativa mesmo diante dos bons índices atuais. “Hoje o efluente já é de alta qualidade, mas vamos melhorar ainda mais. Em muitos casos, a água devolvida ao rio chega a ser melhor do que a própria água do curso hídrico, que sofre impactos de outras fontes, como indústrias e lançamentos clandestinos”, acrescenta.

 

Atualmente, a ETE Melchior opera com vazão de 1.500 litros por segundo e atende cerca de 1 milhão de habitantes de regiões como Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras e Vicente Pires. Com a nova estrutura, a capacidade será ampliada para até 2.500 litros por segundo, acompanhando o crescimento populacional previsto até 2050.

As informações foram detalhadas pela superintendente de Operação e Tratamento de Esgoto da Caesb, Ana Maria do Carmo Mota. Segundo ela, com a unidade de polimento final, haverá ainda mais segurança no processo. “O polimento final funciona como uma barreira adicional. Enquanto o tratamento biológico pode sofrer variações, essa etapa química garante estabilidade e melhora ainda mais a qualidade do efluente”, explica.

“O polimento final funciona como uma barreira adicional. Enquanto o tratamento biológico pode sofrer variações, essa etapa química garante estabilidade e melhora ainda mais a qualidade do efluente”, explica Ana Maria do Carmo Mota, superintendente de Operação e Tratamento de Esgoto da Caesb

Outro avanço importante será na remoção de fósforo. “Hoje retiramos cerca de 90% desse nutriente. Com a nova unidade, vamos ultrapassar 95% de eficiência”, afirma a superintendente. Segundo ela, o controle do fósforo é essencial para evitar impactos ambientais em outros corpos d’água da bacia. “Nosso objetivo é sempre lançar o efluente na melhor qualidade possível. Isso é um compromisso não só institucional, mas também com a população e o meio ambiente”, reforça.

A obra faz parte de um planejamento mais amplo de modernização do sistema de esgotamento sanitário da região. Nos próximos anos, estão previstos investimentos que somam cerca de R$ 240 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Governo do Distrito Federal, de comitês de bacias hidrográficas e da própria Caesb.

 

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