Reservatório atinge capacidade máxima e indica recuperação consistente do sistema de abastecimento.
A Barragem de Santa Maria voltou a transbordar nesta semana, após quatro anos, e marca um momento positivo para a segurança hídrica do Distrito Federal.
O transbordamento — quando o reservatório atinge sua capacidade máxima e o excedente de água ultrapassa o limite — não ocorria desde abril de 2022 e indica a recuperação consistente do manancial.
Localizada no Parque Nacional brasiliense, a barragem é um dos principais reservatórios da Grande Brasília e se destaca pela alta qualidade da água.
O retorno do transbordamento reflete não apenas o aumento dos níveis de armazenamento, mas também maior estabilidade no abastecimento para a população.

A água da Barragem de Santa Maria é clara pelo fato de o reservatório se localizar em um parque de difícil acesso ao homem
Essas medidas permitiram preservar o reservatório e conduzi-lo novamente à condição de transbordamento.
“Santa Maria funciona como o nosso cofrinho. É uma brincadeira que a gente faz, porque o deixamos bastante cheio. A água do reservatório de Santa Maria é muito clara, muito limpa. Ele está no meio do Parque Nacional, onde não há uso humano no entorno, o que ajuda a preservar o reservatório e aumentar a resiliência do Distrito Federal”, afirma o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis.
Mesmo com volume expressivo — cerca de 61 bilhões de litros, equivalente a aproximadamente 25 mil piscinas olímpicas — o Santa Maria possui uma bacia hidrográfica menor que a do Descoberto, o que torna sua recuperação naturalmente mais lenta. Ainda assim, o transbordamento demonstra a efetividade da gestão hídrica adotada no Distrito Federal.
