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ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS: Consumo diminui, mas índices continuam elevados em Brasília

Publicada em: 16/03/2026 14:38 -

Referentes a 2024, dados integram o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar elaborado pela Secretaria de Saúde 

 

A ingestão de alimentos ultraprocessados apresentou uma redução entre os brasilienses. É o que mostra o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS), com dados referentes a 2024.

Ainda assim, o estudo elaborado anualmente pela Secretaria de Saúde mostra percentuais alarmantes. 

Conheça os piores alimentos ultraprocessados

Os boletins são publicados todos os anos e apresentam o perfil alimentar e nutricional da população distrital. Segundo Gama, os dados servem de elemento para a elaboração de políticas públicas: “É de suma importância conhecer a população para planejar as ações voltadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde, Carolina Gama.

frutas diversas

 

Dados mais positivos que indicam preferência por alimentos saudáveis, como frutas, foram encontrados nas pesquisas entre idosos 

Os adultos diminuíram em 5,3% a ingestão de ultraprocessados em 2024, alcançando 67%. Em 2023, o índice era de 72,36%.

O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados ou de fruta com adição de açúcar, também baixou, caindo de 52,58% para 49%.

O grupo de gestantes, por sua vez, aumentou o consumo de ultraprocessados em 2024: 55%, pouco mais de 1% do que o registrado em 2023

O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados está alimentando problemas de saúde como doenças cardíacas e obesidade. O principal desafio é identificar quais alimentos são prejudiciais e encontrar maneiras de ajudar as pessoas a adotarem dietas mais saudáveis. Crédito: Shutterstock

Alimentação das crianças

Entre o público infantil, os números preocupam. Aproximadamente uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos de idade consumiu alimentos ultraprocessados em 2024.

Entre os mais velhos (de 2 até 5 anos), esse índice é superior a 78%. Desses, 9,63% já apresentam excesso de peso.

A situação se agrava entre crianças de 5 a 10 anos, com 83,56% consumindo ultraprocessados e 25% com excesso de peso, além de ser um grupo que frequentemente faz refeições assistindo televisão, hábito também comum entre os adolescentes.

Nesta última faixa etária, 84,78% consomem alimentos do tipo, 27,86% apresentam excesso de peso e apenas 68% realizam regularmente as três refeições principais ao dia. 

O melhor cenário geral é demonstrado pelos idosos. Além de menos da metade optar por alimentos ultraprocessados (46,3%), a maioria — mais de 84% — ingere feijão, frutas, legumes e verduras, mantendo o hábito de fazer no mínimo três refeições principais ao dia.

alimentos ultraprocessados interna

 Produtos industrializados

Os ultraprocessados são produtos industrializados que utilizam aditivos químicos (não naturais) para realçar o sabor e aumentar o prazo de validade. Possuem corantes e conservantes com elevado teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas — elementos que, além do excesso de calorias, não fornecem os nutrientes necessários.

“Esses ingredientes acabam ‘conquistando’ o paladar, especialmente das crianças”, aponta Carolina Gama. “Uma alimentação baseada nesses produtos é geralmente acompanhada de excesso de peso e desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.”

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