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AGRESSÕES IDIOTAS: Grande Brasília lidera no país em ações contra 'bullying' nas escolas públicas

Publicada em: 04/03/2026 15:49 -

 Levantamento mostra que mais de 90% das escolas do Plano Piloto e das cidades-satélites realizam ações frequentes de combate à violência.

Manejo do bullying na prática clínica do psicólogo

O Distrito Federal é a única unidade da Federação onde mais de 90% das escolas realizam ações frequentes de combate ao bullying e a outras formas de violência.

O dado consta no 'Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz', levantamento nacional divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu 93.574 escolas em todo o país. No cenário nacional, 82,24% das unidades afirmaram desenvolver iniciativas com muita frequência.

Por aqui, o índice chega a 91,65%, o maior percentual do Brasil.

O resultado coloca a rede pública distrital em posição de destaque e reforça uma política que, nos últimos anos, passou a integrar prevenção, formação de professores e articulação direta com órgãos de segurança e justiça.

O 'Caderno de Práticas Exitosas em Educação para a Paz' reúne experiências de sucesso no combate ao 'bullying'

 “Esse resultado não é pontual. Ele corrobora um trabalho que já vem sendo feito há anos. Temos muitos exemplos concretos nas nossas escolas e professores cada vez mais preparados para lidar com conflitos de forma pedagógica e preventiva”, afirma a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein.

Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o índice é consequência de uma estratégia estruturada e permanente. “Esse reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo. O enfrentamento à violência nas escolas não se faz com ações isoladas, mas com planejamento, formação continuada e integração entre diferentes áreas do governo. Hoje, Brasilia é referência porque assumiu esse compromisso como política pública”, afirma.

 

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A engrenagem dessa política é coordenada pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, que atua na articulação interna e externa das iniciativas. Segundo a chefe da assessoria, Ana Beatriz Goldstein, o trabalho é integrado , coletivo e colaborativo desde a formação até o acompanhamento direto das unidades escolares.

“Hoje temos uma política estruturada, com formação permanente dos professores, diálogo constante com os órgãos de segurança e acompanhamento das regionais. É um trabalho articulado, que integra diferentes áreas da Secretaria e instituições parceiras”, destaca.

 Programa em rede

Mais de 200 gestores da rede pública participaram da formação para diálogo e fortalecimento das ações nas escolas. Foto: Divulgação/MPDFT

O programa 'NaMoral', desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal (MP-FT), trabalha valores, ética e convivência respeitosa com estudantes e educadores. Além dele, a Secretaria de Educação mantém parceria com a Polícia Federal e com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), fortalecendo a interlocução com os órgãos de segurança e promovendo ações preventivas, palestras e acompanhamento de situações de risco.

“O diferencial do Distrito Federal é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha"

Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz

“O diferencial  é o trabalho integrado. Não é só a Secretaria de Educação agindo sozinha. Temos diálogo constante com a segurança pública, com o Ministério Público, com a Polícia Federal. Dentro da própria Secretaria, a Cultura de Paz coordena um esforço conjunto entre subsecretarias e regionais. É uma atuação em rede”, explica Ana Beatriz.

Como lidar com o bullying na escola?

A política também valoriza experiências exitosas nas escolas. Em Planaltina, unidades têm desenvolvido práticas de Justiça Restaurativa para mediação de conflitos. No Guará, o projeto 'GG' trabalha a cultura do respeito e da convivência. Em Taguatinga, o Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (CEMEIT) aposta em estratégias de escuta ativa e protagonismo juvenil. As três iniciativas serão tema de uma transmissão ao vivo prevista para abril, com o intuito de compartilhar boas práticas com toda a rede.

“A escola é espaço de aprendizagem acadêmica, mas também de formação humana. Quando investimos em capacitação, em programas estruturados e em parcerias sólidas, garantimos que nossos estudantes estejam em ambientes mais seguros e acolhedores”, afirma Hélvia Paranaguá. 

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