Pacientes totalmente acamados e que façam uso de dispositivos de ostomia ou que tenham escaras podem solicitar o serviço.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal atua em múltiplos locais, seja nas unidades próprias, seja nas ruas e até na casa do cidadão.
Prova disso é o serviço de atenção domiciliar, uma maneira de oferecer assistência humanizada e substituir a internação hospitalar de pessoas com doenças crônicas.
Em 2025, foram realizados 70,5 mil atendimentos domiciliares em toda a capital federal.
O trabalho de visitação inclui ações de prevenção de agravos e promoção da saúde, assim como medidas de reabilitação, tratamento e até cuidados paliativos em ambiente doméstico.
São elegíveis para receber atenção domiciliar os pacientes totalmente acamados e que façam uso de dispositivos de ostomia, ou que possuam úlcera por pressão, as chamadas escaras.
O atendimento domiciliar, segundo a especialista, humaniza o cuidado destinado tanto a pacientes quanto a familiares e cuidadores, evitando reinternações e potencializando a aplicação de recursos da Secretaria de Saúde.
A equipe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) é formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. “Todos são aliados no plano terapêutico para melhorar o quadro de pacientes crônicos, que de outra forma ficariam longos períodos internados num leito ou mesmo em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, assegura a gestora.
O superintendente da 'Região de Saúde Centro-Sul', Ronan Garcia, destaca o trabalho da equipe do Nrad, que atualmente acompanha 118 pacientes da Candangolândia, Estrutural, Guará I, Guará II, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA).
“O serviço prestado por essa equipe é essencial para a população. Nós percebemos que o acolhimento de excelência gera efeitos positivos na recuperação dos pacientes, na menor duração das internações e no tempo de giro dos leitos”, avalia Garcia.
Atendimento e orientações
Para Regina Cunha, 54 anos, a vida é toda dedicada a cuidar da filha Nicole, 23. Quando tinha nove meses de idade, Nicole passou a sofrer com crises de epilepsia que acarretariam sequelas neurológicas irreversíveis. A situação da filha se agravou há cerca de um ano, quando ela precisou fazer uma gastrostomia — colocação de uma sonda alimentar diretamente no estômago — e passou a receber atendimento domiciliar.
“A equipe do Nrad sempre foi muito importante para mim. Os profissionais vieram e me ensinaram a proceder no dia a dia da Nicole. Eu só tenho a agradecer. Quando eles chegam para examinar a minha filha, fico aliviada”, conta Regina.
Acesso ao serviço
O acesso a esse tipo de atendimento pode ocorrer de duas formas: durante a internação hospitalar ou em acompanhamento na atenção primária. No primeiro caso, a equipe assistencial da unidade de saúde preenche os formulários específicos e direciona o paciente ao Nrad correspondente, para avaliação dos critérios do programa.
Já no acompanhamento da atenção primária, a pessoa fica em casa sob responsabilidade da equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS).
Nessa situação, o encaminhamento também é realizado mediante formulários padronizados.
Após o recebimento da documentação, o núcleo faz a avaliação técnica e, havendo critérios para a admissão, realiza a inclusão do paciente no serviço, com a elaboração de um plano terapêutico.
