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FORA DO BURITI: Governador Ibaneis vai se afastar do cargo em março por desincompatibilização eleitoral

Publicada em: 22/02/2026 09:29 -

 

O governador Ibaneis Rocha anunciou que deixará o cargo no GDF em 28 de março para cumprir prazo

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou que vai se afastar do cargo em 28 de março para disputar as próximas eleições.

 A medida, chamada de ‘desincompatibilização eleitoral’, é obrigatória para ocupantes de cargos públicos que desejam concorrer, mas a saída ocorrerá uma semana antes do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina em 4 de abril.

Governador acompanha últimos ajustes na obra dos quiosques do Palácio do  Buriti | Jornal de Brasília

O limite é definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina o afastamento até seis meses antes do pleito.

Segundo Ibaneis, a decisão de deixar o governo antes da data-limite tem como objetivo não “misturar religião com política”, em referência ao período da Semana Santa, celebrado entre 29 de março e 5 de abril.

 

O que é desincompatibilização eleitoral

A desincompatibilização é a regra que obriga o candidato a se desligar do cargo público que ocupa para ficar apto a disputar a eleição. A exigência busca evitar abuso de poder econômico ou político e impedir o uso da máquina pública em benefício próprio, o que pode comprometer a igualdade de condições entre os concorrentes.

Assim como em uma corrida todos precisam largar do mesmo ponto, na eleição a legislação tenta assegurar equilíbrio entre os candidatos.

 

Como funciona a regra

● A desincompatibilização pode ser definitiva ou temporária.

● É definitiva nos casos de quem ocupa cargo eletivo e decide disputar outra função.

● É temporária para servidores concursados, que podem se afastar apenas durante o período eleitoral.

A regra não se aplica em duas situações específicas. Parlamentares que exercem mandato no Legislativo, como deputados federais ou senadores, podem continuar no cargo mesmo se concorrerem a outro posto no Executivo. Já quem tenta a reeleição, como presidente ou governador, não precisa se afastar, mas fica submetido a restrições.

Nos três meses que antecedem a eleição, por exemplo, o chefe do Executivo não pode participar de inauguração de obras nem conceder reajuste salarial a servidores, medidas que poderiam influenciar o eleitorado.

 

Prazos variam conforme o cargo

O prazo para desincompatibilização varia de três a seis meses antes da eleição, dependendo do cargo atualmente ocupado e do posto que o candidato pretende disputar.

O TSE disponibiliza uma plataforma de consulta pública para que candidatos e eleitores verifiquem os prazos específicos de cada situação.

 

 

 

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