Tenda de atendimento de Santa Maria foi a primeira a utilizar um dos 185 equipamentos adquiridos pelo GDF para enfrentamento à doença

 

A população do Distrito Federal já conta com mais um aliado no enfrentamento à dengue.

 Os chamados points of care, equipamentos adquiridos pelo GDF, já estão sendo usados para realizar os testes rápidos para identificação da doença.

São cerca de 30 minutos para saber se uma pessoa foi infectada, diante das quatro horas em média para se ter o resultado do hemograma pelo método tradicional.

A redução do tempo pode ser crucial entre a vida e a morte de um paciente.

A tenda de atendimento de Santa Maria, localizada ao lado da administração regional da cidade, foi o primeiro dos 60 locais em toda a Grande Brasília a receber o equipamento, que faz o diagnóstico por meio do hemograma, exame de sangue que dá um panorama geral do estado do paciente.

O sangue, colhido da mesma maneira do exame tradicional, é colocado em lâminas específicas para o point of care.

A diferença está na análise, realizada imediatamente por meio de inteligência artificial.

Após esta etapa, o resultado segue para um laboratório parceiro, é conferido por um profissional especializado e liberado tanto para a unidade de saúde quanto para o paciente.

Tudo em tempo real. Todo o processo leva em torno de 30 minutos.

A coordenadora de Atenção Primária à Saúde, Sandra França, explica que a aquisição dos 185 equipamentos foi possível graças a uma parceria do GDF com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

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“O principal intuito é fazer com que o nosso paciente se sinta seguro após o diagnóstico. Por isso, reduzir o tempo de logística operacional é de extrema importância. O usuário chega, é atendido e já sai com o resultado e os medicamentos. Como o resultado fica salvo no prontuário, no sistema do SUS, as equipes da família dão continuidade ao acompanhamento”, detalha a coordenadora.

Ela lembra que, a partir da chegada do paciente a qualquer unidade de saúde da rede pública de Brasília e cidades-satélites, é feita a hidratação via oral ou venosa, a depender de cada caso, para evitar a piora do quadro. Sandra França ressalta, ainda, que a Secretaria de Saúde está seguindo todos os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS).