O Zoológico de Brasília tem um novo morador, uma sucuri-verde. A espécie – Eunectes murinos – é a maior serpente do Brasil, podendo as fêmeas atingirem em média seis metros de comprimento. Ela vai para o serpentário nesta segunda-feira (13), podendo ser visitada a partir de terça (14).

O animal também já tem um nome: Nagini, definido por votação feita no perfil da Fundação Zoológico do Instagram. Cerca de 1,3 mil pessoas participaram da escolha. Com 521 votos, Nagini foi ao top da lista de escolha, seguida por Oliva (208 votos), Sogra (183), Caipora (148), Eva (140) e Ekans (95).

Ainda filhote

A serpente é um filhote fêmea, com apenas 90 cm de comprimento e aproximadamente seis meses de idade. Essa espécie é conhecida por ser constritora – sufoca as vítimas com seu “abraço” mortal – e se alimenta de todos os grandes grupos de vertebrados. É muito comum encontrar esses animais em áreas alagadas com incidência de alta vegetação.

Resgatada pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Nagini chegou à Fundação Jardim Zoológico de Brasília em agosto de 2019. Dessa data até agora, ela passou por exames e triagens para verificação de suas condições de saúde.

Atração para o público

A professora Fátima Duarte, 63 anos, é frequentadora do Zoológico de Brasília e apreciadora das serpentes. “Gosto de ver as serpentes porque as acho bonitas”, conta. “Observo os alimentos delas e o tempo de vida.”

A aposentada Ana Maria do Rosário Santos, 63 anos, gosta de levar o neto para ver os bichos. O serpentário é um dos locais que visita. “São animais bonitos e interessantes, e aqui é onde podemos observá-los com segurança”, atenta.

O serpentário está aberto de terça-feira a domingo, bem como nos feriados, das 8h30 às 17h. No local há aproximadamente 70 cobras de 13 espécies diferentes: píton indiana, jiboia americana, jiboia-do-cerrado, suacuboia, jiboia arco-íris; cobra-do-milho, dormideira, cobra-cipó, cotiarinha, caiçaca, jararaca-pintada e cascavel.

Com informações do Zoológico de Brasília